Remédios naturais ajudam, suplementos podem apoiar, mas existe um ponto importante que ninguém escapa: a forma como você vive o dia a dia pesa muito na menopausa. Sono ruim, alimentação corrida, sedentarismo, estresse acumulado e falta de tempo para si podem amplificar ondas de calor, irritação, ganho de peso, cansaço e até dor.

A boa notícia é que alguns hábitos simples, possíveis e realistas funcionam como “multiplicadores” de resultado: eles potencializam tudo de bom que você faz por si — seja um chá, um alimento, um tratamento ou um acompanhamento médico.

A seguir, você vai ver 5 hábitos na menopausa que fazem diferença de verdade, sem promessas mirabolantes e sem fórmulas mágicas.

Movimento regular: o corpo foi feito para se mexer

Não precisa se tornar atleta, nem entrar em um treino impossível de manter. Quando falamos de menopausa, a regra é outra: o que conta é consistência, não perfeição.

Caminhada, bicicleta, dança, hidroginástica, musculação leve, alongamento… o movimento, são pequenos hábitos que:

  • protegem o coração, pois o risco cardiovascular é maior nesta fase devido a queda do estrogênio;
  • fortalece ossos e músculos, ajudando a prevenir osteoporose e fraqueza;
  • melhora o humor e ajuda a reduzir ansiedade e irritação;
  • aumenta a circulação cerebral, favorecendo a memória e a clareza mental.

Hoje, há estudos mostram isso com números, mas na prática as mulheres sentem assim:
quanto mais paradas, mais pesadas; quanto mais se movem, mais vivas.

Comece pequeno: 10 a 15 minutos por dia já são um começo. O importante é não ficar parada.

Alimentação limpa: menos bagunça, mais combustível

Na menopausa, o corpo fica mais sensível a:

  • picos de açúcar,
  • excesso de gordura ruim,
  • retenção de líquido,
  • inflamação.

Por isso, a qualidade do que você come importa — e muito.

Uma alimentação mais limpa significa:

  • Mais: frutas, verduras, legumes, raízes, grãos integrais, sementes, boas fontes de proteína;
  • Menos: ultraprocessados, embutidos, refrigerantes, excesso de açúcar e frituras.

Esse ajuste ajuda em:

  • peso (principalmente a gordura abdominal),
  • energia ao longo do dia,
  • digestão e intestino,
  • disposição geral.

Não é sobre dieta maluca, é sobre organizar o prato para o corpo ter o que precisa para funcionar melhor nessa fase.

Tempo para si: menopausa também é emocional

A menopausa não mexe só com hormônios, mas com identidade, papel social e imagem.

Muitas mulheres nesta fase acumulam funções (trabalho, família, casa, cuidado com pais, netos…), se sentem culpadas por descansar, colocam as necessidades dos outros como prioridade. Por consequência tendem a desenvolver estresse emocional. Aí reside o perigo, pois o estresse emocional intensifica os sintomas físicos. Logo, mais tensão gera mais insônia, mais irritação, mais cansaço, mais sensação de perda de controle. Enfim, uma sucessão de pequenos problemas que podem interferir diretamente nos sintomas da menopausa.

Portanto, separar um tempo para se cuidar não é luxo, é parte do tratamento:

  • leitura silenciosa;
  • momentos de oração e reflexão;
  • um banho mais demorado e consciente;
  • um hobby simples (plantas, artesanato, escrita, música);
  • um café tranquilo sem pressa.

Coloque isso como compromisso na agenda, não como algo que você só faz “se sobrar tempo”. Quando você se organiza por dentro, o corpo responde melhor por fora.

Caso deseje conhecer estratégias que potencialize momentos de descanso, cuidado e redução do estresse emocional, leia nosso artigo InMente: “Tudo começa InMente: Pequenas Pausas que Mudam o Seu Dia“.

Check-up em dia: olhar para os números também é cuidado

A menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Não é drama, é dado. Por isso, ter hábitos saudáveis é importante, mas realizar exames é igualmente importante.

Vale à pena acompanhar: pressão arterial, colesterol total e frações, triglicerídeos, glicemia, função hepática e renal, quando indicado, pois a menopausa não se resume a hormônios. Além do ginecologista, é muito importante incluir o cardiologista nessa fase. Contudo, a ideia não é viver à base de consultas, mas ter um mapa claro sobre o seu corpo e ajustar o estilo de vida com consciência.

Hidratação: água é mais importante do que parece

Parece óbvio lembrar da importância em consumir água, mas há estudos realizados pela Danone Research, que revelam o mau hábito, inclusive entre os brasileiros, em consumir água abaixo da medida recomendada. Portanto, não custa alertar a importância dessa riqueza natural para a mulher na menopausa, pois a água nesta fase é quase um “tratamento silencioso”.

Beber em quantidade adequada ao longo do dia, pois a ingestão mínima ajuda a:

  • regular a temperatura corporal,
  • reduzir suores noturnos,
  • melhorar intestino e digestão,
  • apoiar a função renal,
  • contribuir para pele mais hidratada e viçosa,
  • evitar aquela sensação de cansaço e dor de cabeça ligada à desidratação.

Dica simples: ande com uma garrafa e estabeleça metas pequenas ao longo do dia, a fim de criar o hábito.

Conclusão: pequenas mudanças, grandes resultados

A menopausa não é o fim da linha, mas sim uma mudança de fase. Remédios naturais podem ajudar muito, mas sem os hábitos certos o efeito será limitado.

Quando você:

  • se movimenta regularmente,
  • melhora a alimentação,
  • realiza pequenas pausas,
  • acompanha seus exames,
  • e cuida da hidratação.

Você não “só realiza hábitos saudáveis”, mas assume o comando dessa fase, em vez de reagir aos sintomas. Pequenas mudanças sustentáveis valem mais do que grandes promessas.

Enfim, use estes 5 hábitos na menopausa como base, adapte à sua realidade e observe, com calma, o que muda em você ao longo das semanas.

Renata Nascimento – Herbalista


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