A busca por soluções naturais para ansiedade e insônia cresce todos os anos no Brasil. Entre todas as plantas estudadas, uma se destaca de forma consistente: a Passiflora Incarnata, conhecida popularmente como maracujá. E não é por acaso.

Pesquisas modernas mostram que a passiflora é uma das plantas mais estudadas para ansiedade dentro da herbologia, com resultados consistentes em equilíbrio emocional, sono reparador e redução da tensão mental

Nesta matéria, você vai entender por que essa erva conquistou a medicina natural, como ela age no sistema nervoso e de que forma integrá-la ao seu ritual de cuidado.

Por que o maracujá é o calmante natural nº 1 do Brasil

A Passiflora Incarnata é usada há séculos pelos povos nativos das Américas. Mas, foi nos últimos anos que ela ganhou destaque científico. Hoje, é considerada o fitoterápico mais estudado para ansiedade e distúrbios leves do sono em território brasileiro.

Os motivos são claros:

  • é amplamente cultivada no Brasil,
  • possui efeitos calmantes comprovados em humanos,
  • não causa dependência,
  • tem perfil de segurança elevado,
  • e oferece resultados perceptíveis já nas primeiras semanas.

Mais de 20 ensaios clínicos mostram que extratos de passiflora reduzem sintomas ansiosos, acalmam o corpo e facilitam o início do sono. Diferente de calmantes sintéticos, ela não gera lentidão mental, apatia ou efeitos de rebote. Logo, é uma erva que relaxa sem apagar, perfeita para o ritmo acelerado da vida contemporânea.

Passiflora vs. benzodiazepínicos: o que diz a ciência recente?

Um estudo publicado em 2023 comparou extratos padronizados de passiflora com benzodiazepínicos tradicionais (como lorazepam) em transtornos leves de ansiedade. Os resultados foram surpreendentes:

  • eficácia equivalente na redução da ansiedade,
  • zero risco de dependência,
  • melhor desempenho cognitivo durante o uso,
  • melhor tolerabilidade no longo prazo.

Nas avaliações, pacientes apresentaram redução de 15% a 20% dos sintomas em 4 a 8 semanas. Além disso, durante o desmame de benzodiazepínicos, o uso complementar da passiflora ajudou a manter estabilidade emocional, evitando recaídas. Portanto, é uma das ervas mais seguras para uso contínuo quando acompanhada por profissionais.

Como a passiflora atua no cérebro?

O efeito ansiolítico da passiflora nasce de um conjunto poderoso de fitoquímicos. Os principais são:

1. Modulação do GABA:

A passiflora aumenta naturalmente a ação do GABA — ou seja, neurotransmissor responsável por tranquilizar a atividade cerebral. Isso reduz agitação, aceleração mental e tensão corporal.

2. Flavonoides calmantes:

Compostos como vitexina, isovitexina e crisina prolongam a ação do GABA ao inibir sua recaptação. Por consequência provoca um relaxamento mais constante.

3. Alcaloides harmânicos:

A passiflora também contém compostos naturais — como harmane e harmalina — que atuam suavemente sobre uma enzima chamada MAO. Essa enzima é responsável por ‘desligar’ neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e dopamina. Logo, ao reduzir levemente essa ação, a passiflora ajuda a manter esses neurotransmissores ativos por mais tempo, promovendo calma sem sedação excessiva.

O mais interessante é que esses componentes atuam em sinergia. É um relaxamento orgânico, natural, profundo, portanto, sem desligar a mente.

Conheça 4 formas de usar passiflora no dia a dia

Existem maneiras simples e seguras de integrar essa erva ao seu ritual:

1. Chá tradicional

1 a 2g de folhas em infusão por 10 minutos.
Tome à noite para facilitar o início do sono.

2. Elixir ou tintura

A forma mais rápida de absorção. Dose comum: 30 a 60 gotas em água.

3. Cápsulas

300–500 mg/dia de extrato padronizado.

4. Banho relaxante

Adicione uma infusão concentrada na água morna para relaxamento muscular e mental.

Recomendação: associe o uso da passiflora com respiração profunda antes de dormir, pois potencializa o efeito calmante.

Dosagem segura e contraindicações

A passiflora é uma das ervas mais seguras da fitoterapia, mas alguns cuidados são importantes. Logo, deve evitar em: gravidez (pode estimular contrações), lactação, uso concomitante com sedativos fortes, casos de arritmia grave. Crianças só devem usar sob orientação profissional.

Passiflora + Valeriana + Melissa: a tríade do sono profundo

A sinergia dessas três ervas faz parte da tradição europeia e brasileira. Uma pesquisa realizada em 2024 mostrou que a união de passiflora e valeriana reduziu ansiedade pré-cirúrgica em 40%, estabilizando sinais vitais sem sedação excessiva. Estudos complementares indicam que, quando melissa é adicionada, a qualidade do sono melhora em até 50% dos participantes.

É uma combinação considerada “Ouro” dentro da herbologia para:

  • insônia leve,
  • agitação mental,
  • despertar noturno,
  • tensão emocional persistente.

Conclusão — tranquilidade natural que respeita seu corpo

Entre todas as plantas usadas para ansiedade e sono, a passiflora ocupa um lugar único, ou seja, une tradição, segurança e forte respaldo científico. Com ação sobre GABA, flavonoides calmantes e alcaloides naturais, ela oferece um relaxamento real, sem perda de consciência, sem dependência e sem efeitos rebote.

Por fim, se você busca um ritual de descanso que acolha corpo, mente e espírito, a passiflora é uma das escolhas mais inteligentes da fitoterapia moderna.

Renata Nascimento – Herbalista


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